Pelo segundo ano consecutivo, o Conservatório de Música de Sergipe recebe o Selo Escola Antirracista Professora Maria Beatriz Nascimento, um reconhecimento das ações e práticas desenvolvidas pelas escolas da rede estadual voltadas ao enfrentamento do racismo e à promoção de uma educação plural, inclusiva e equitativa.
Sob olhar da Profa. Kadja Emanuelle, coordenadora pedagógica do CMSE e doutoranda do PPED/UNIT, os projetos desenvolvidos em 2025 têm o objetivo de conscientizar pela arte musical, por meio de práticas educativas que visam à redução das desigualdades por meio meio de concertos, recitais e aulas interdisciplinares que valorizam a cultura brasileira, seus compositores, suas histórias e identidade.
Na abertura da solenidade foi realizada uma homenagem a Professora Zizinha Guimarães, mestra laranjeirense, uma mulher negra, de saberes e práticas que até hoje seguem inspirando caminhos por meio da educação e objeto de estudo da doutoranda Kadja Emanuelle.
Na ocasião, foram apresentadas as obras sacras Veni Sancte Spiritus e Tantum Ergo, da Novena do Sagrado Coração de Jesus de Laranjeiras/SE, interpretadas pela violinista Victoria Carolinne, estudante do Curso Técnico do CMSE, acompanhada ao teclado pelo maestro Evandro Bispo. A performance integra o “Recital Didático Zizinha Guimarães”, projeto desenvolvido pela estudante sob orientação do professor Jorge Luduvice, e apresentado em setembro de 2025, em Salamanca, Espanha.
Na sequência, a Orquestra Sinfônica Aprendiz fez a sua estreia no palco do Teatro Tobias Barreto com um repertório que destacou a música brasileira e os ritmos nordestinos: “Sergipanidade”, de Fabiano Santana, “Adágio para Cordas”, de Alberto Nepomuceno; e “Mourão”, de César Guerra-Peixe. A apresentação marcou ainda um momento especial: a estreia mundial de “Idogba”, obra composta pelo maestro e diretor artístico James Bertisch especialmente para a Solenidade do Selo Antirracista Beatriz Nascimento.