O isolamento social exige que as pessoas fiquem em casa e adaptem suas rotinas, seja de trabalho ou de estudos. A tecnologia tem sido aliada desse momento de mudanças provocado pela pandemia de Covid-19 e instrumento de conhecimento para os Programa de Mestrados e Doutorados da Universidade Tiradentes (Unit), o PPED, o qual realiza a primeira Maratona de Educação e Saúde. O evento começou nesta segunda-feira (11) e terá sequência dias 18 e 25, com transmissão pelo youtube.
A organização do evento é dos professores Cristiano Ferronato, coordenador do Programa de Pós-graduação em Educação da Unit e Margarete Zanardo Gomes, coordenadora do programa de pós-graduação em saúde e ambiente e professora do curso de Enfermagem e objetiva debater questões relacionados ao distanciamento social, integrando os temas educação, saúde, direito, engenharia e biotecnologia.
“Já vínhamos desenhando há algum tempo esse projeto entre os programas, que é uma demanda nossa do grupo, de integrar as discussões feitas nos programas de Pós-Graduação de Educação, Saúde, Direito, Engenharia e Biotecnologia. O atual momento foi propício porque, apesar da distância, o online nos possibilita agilidade e mobilização maior das pessoas”, afirma Ferronato.
Questionado se a pandemia antecipou uma tendência de ensino online, que já se desenhava há algum tempo, Ferronato afirmou que se percebe o fortalecimento do online e a necessidade de reinvenção do docente.
“O ensino online já se desenhava. A pandemia tem exigiu uma reinvenção do professor. De uma semana para outra, tivemos o fechamento de escola, docentes tendo que se acostumar com câmera, edição de imagem. Os desafios e angústias são enormes porque há uma falta de treinamento. Por mais que a gente já tenha um ensino à distância há algum tempo, saímos do presencial para trabalhar online. Esse modelo tem que ser rediscutido porque o ensino à distância não é fácil, depende da motivação e da maturidade do aluno”.
No primeiro debate da Maratona de Educação, a Profa. Dra. Edméa Santos falou sobre Dilemas e possibilidades da docência on-line em tempos de Coronavírus. Durante cerca de uma hora, ela respondeu perguntas interagiu com o público presente e destacou que as diferenças educacionais e sociais do País precisam ser levadas em consideração quando se trata de educação online.

“Na atual conjuntura, não contamos mais com a ambiência do presencial. Nossa experiência com ambientes online, mediação do digital em rede têm nos ajudado bastante não só para repensar os espaços temporais de nossos programas, mas também para compartilhar experiências com outros colegas. Temos que considerar as diferenças do País, o Brasil é um País continental. Temos que entender e mapear essas realidades. Nem sempre todas as realidades conseguem conversar ao mesmo tempo”.
Ela destacou que as videoconferências são ferramentas úteis de ensino e aprendizagem porque permitem interação e debate. O ensino remoto na Educação Básica também foi tema. Assim como professor Cristiano Ferronato, Edméa defendeu a reinvenção como alternativa.
“Deparamos com a necessidade de se reinventar. O desafio hoje da escola básica é fazer a virada curricular, trabalhar por projetos, temas geradores, perguntas de pesquisa mais direcionadas para o contexto da pandemia e os professores entram colaborando com suas especificidades. Os conteúdos vêm de forma contextualizada. Trabalhar os conteúdos sem o contexto do que vivemos hoje é mais um atestado que os currículos precisam ser repensados”.
Os próximos eventos ocorrem dia 18, com debate sobre Programa de Saúde na Escola: Promoção da Saúde e de atividades preventivas em tempos de COVID-19; e dia 25, com o tema Experiências e estratégias para o ensino telepresencial em Medicina em períodos de contingência. Confira a programação aqui.