I Seminário sobre Educação e Diversidade: Cultura e Diversidade na educação, promovido por docentes do PPED/Unit e do Curso de Educação Física

Dentro da programação estabelecida pela Coordenação do Curso de Educação Física, em consonância com seu corpo docente, foi realizado na tarde da quinta-feira, 23, o I Seminário sobre Educação e Diversidade.

O evento proposto sobre o argumento de discutir a relação Cultura e Diversidade na educação, no âmbito da formação docente, reuniu através de transmissão virtual mais de 200 participantes, entre público acadêmico e externo para uma acalorada discussão sobre o tema apresentado pelos professores convidados, Jorge Carvalho do Nascimento e Ilzver Matos.

Ao suscitar reflexões importantes para educadores os temas propostos tanto pelo professor Jorge, “Cultura e Educação”, como o professor Ilzver, “Diversidade e Educação: o que nos ensinam os terreiros?” convergiram para a constatação de que cabe ao profissional da educação assumir o papel de compreender a cultura como universo simbólico, uma vez que esta caracteriza os diferentes grupos humanos bem como a forma como ela se processa.

“Diante do entendimento da compreensão da cultura como universo simbólico que caracteriza os diferentes grupos humanos e que tem a educação como instrumento importante para a sua transição discutir o tema é de fundamental importância para a formação do futuro professor”, comenta a professora doutora Vera Maria dos Santos docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unit e uma das responsáveis pela promoção do seminário juntamente com sua colega de disciplina, professora Clesimari Evangelista.

A professora doutora Vera avalia ter sido importante propor o seminário pelo fato da Unit possuir diversas turmas da disciplina Educação e Diversidade discutindo os conceitos de cultura, educação e diversidade, por estes serem cruciais para a formação do docente e do bacharel.

Ao fazer sua análise sobre Cultura e Educação o professor Jorge Carvalho do Nascimento colocou a cultura como a forma que os homens tem de se organizar e que faz com que possam se aperfeiçoar na sua condição de seres naturais, de ser de natureza e que buscam esse aperfeiçoamento exatamente para viabilizar a vida em comunidade.

“É dessa forma que os seres humanos adotam práticas que são sociais e que dizem respeito a todos os modos de ser, sentir e fazer, ou seja: todas as práticas de vida que a condição humana os impõe diferentemente das demais espécies do reino animal que agem puramente pelos instintos. Nós seres humanos, agimos culturalmente”, pondera o professor Jorge Carvalho.

Segundo o palestrante, fazemos intervenções que utilizam os recursos que a natureza põe à nossa disposição, transformando o mundo no sentido do belo e de condições que fazem com que a nossa existência fique mais aperfeiçoada.

Sob esse contexto foi discutida a educação como sendo o conjunto de práticas de transmissão da cultura, práticas essas que passam de geração a geração através do acúmulo e do aperfeiçoamento do conhecimento.

Por sua vez, o professor doutor do PPGD da Unit, Ilzver Matos abordou o tema Diversidade e educação: o que nos ensinam os terreiros? a partir do olhar da educação, da história e dos direitos humanos. A fala foi estruturada em três partes: na primeira, direitos humanos, religião e democracia; a segunda, história, religião e diversidade; e a terceira, educação, religião e povos de terreiro.

“Foi muito importante dialogar com discentes e docentes da licenciatura em educação física sobre esses temas, pois, serão os futuros educadores que estarão  lidando com todas essas questões no cotidiano escolar e serão os mediadores dos diversos conflitos por reconhecimento e direitos desses grupos na escola, por isso precisam estar informados, preparados e sensibilizados”, opina o palestrante.

Ao final do seminário a professora Lizane Teixeira manifestou satisfação em constatar a relevância do tema que trata de dois desafios no contexto atual Educação e Diversidade.

“Teremos que repensar o modelo de educação, tanto superior como básica. Esse contexto atual e a partir da fala de professor Jorge é uma quebra de paradigmas, de maneiras de pensar, sentir e agir no cotidiano educacional”, opina Lizane.