Após mais de uma década de práticas em jogos digitais, professor da Unit aprofunda estudos e propõe que o método tradicional de modelagem seja aplicado ao jogo SCULPTRVR para o ensino das disciplinas 3D
Jogos Digitais e realidade virtual no ensino superior proposta de extensão do jogo digital SCULPTRVR para o ensino tridimensional na Universidade Tiradentes é o tema da dissertação de Marcelo Almeida Santana, defendida na tarde da sexta-feira, 17, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Tiradentes, através da virtualidade que o momento sugere.
Professor da instituição sergipana e coordenador dos cursos de Design Gráfico e Moda, entre outros, o professor Marcelo Almeida foi aprovado com louvor após defesa de sua dissertação para uma banca examinadora formada pelos doutores Andréa Karla Ferreira Nunes (orientadora), Fernando Sílvio Cavalcante Pimentel (PPGE-UFAL) e Ronaldo Nunes Linhares (PPED – Unit).
A ideia para a dissertação do novo mestre surgiu a partir da sua própria experiência de vida.
“Trabalho com modelagem tradicional há dezesseis anos. Ao ponto de ter desenvolvido um método para o ensino dessa modelagem tradicional”, diz Marcelo que acumula também vasta experiência com videogames.
Marcelo se denomina como daqueles jogadores que catam conquistas. Essa determinação favoreceu a que ele aliasse as três experiências: a modelagem tradicional, o interesse pelos jogos e a vivência em sala de aula. A partir daí sua proposta faz com que o método tradicional de modelagem seja aplicado ao jogo SCULPTRVR para o ensino das disciplinas 3D, da Universidade Tiradentes.
“A nossa proposta é fazer com que tanto o aluno, quanto o professor tenham uma forma moderna e mais clara não só para a percepção, como para o próprio ensino tridimensional.
Através da realidade virtual o usuário é inserido no contexto digital e a produção acontece em primeira pessoa. Existe na universidade o ensino tridimensional a partir do desenho, de monitores e softwares 3D. Contudo, com a realidade virtual surge uma nova perspectiva que permite aproximar o aluno do professor colocando ambos em contato real, virtual, porém presencial.
“E como se ele estivesse com o fato real diante do estudante e do professor”, diz o mestre Marcelo que acredita na premissa de que esse recurso abra um leque de opções não apenas para a percepção, como para o ensino e a aprendizagem do 3D.
O propósito do estudo apresentado na dissertação:
O pesquisador espera que suas observações de pesquisa sirvam não só pra universidade como forma de incentivar a construção de um laboratório, mas o ensino virtual, mas também como uma forma metodológica para que os professores tenham alternativa para o ensino do 3D na Universidade Tiradentes.
Fonte: ASCON/Unit