PPED concede título de mestre a docente Unit

Desde a abertura do Programa de Pós-Graduação do Mestrado em Educação – PPED – da Universidade Tiradentes, em 2010, mais de 40 profissionais já receberam o título de Mestre pela instituição. Nesta terça-feira, 9 de abril, no Campus Farolândia, a procuradora institucional e coordenadora de Acreditação e Avaliação da Unit, professora Juliana Dias, também passou a integrar este grupo de profissionais em busca do diferencial no mundo do ensino e da pesquisa.

Sob os olhares atentos de alunos do PPED e da banca composta pela orientadora Dr.ª Simone Lucena e examinador interno Dr. Ronaldo Linhares – ambos do PPED – e pelo examinador externo Dr. Guilherme Marback Neto, reitor do Centro Universitário Jorge Amado, e representante da Comissão Técnica de Acompanhamento da Avaliação – CTAA –, a docente trouxe em foco o tema “Avaliação Externa de Cursos de Graduação a Distância, Perspectivas e Desafios”. Ela questiona os indicadores que avaliam a educação a distância no Brasil e faz uma análise sobre a necessidade da avaliação nesta modalidade, não apenas de forma fragmentada e pontual.

“Os últimos dados do Censo da Educação Superior revelam que a expansão da modalidade a distância é uma tendência. Hoje, temos 14,7% das matrículas do ensino superior na educação a distância e isto representa mais de 992 mil matrículas. Futuramente, teremos boa parte dos nossos professores formados através desta modalidade. Então nada mais lógico do que nos preocuparmos em avaliar a qualidade desses cursos”, explica Juliana.

Atualmente, os cursos são avaliados através de uma visita in loco feita por uma comissão, composta por dois avaliadores designados pelo Inep e que atende aos atos autorizativos: autorização de cursos, reconhecimento e renovação de reconhecimento. Para a docente, esses indicadores ainda não são suficientes para uma avaliação mais eficaz. “Afirmar que um curso tem qualidade ou não a partir de um único instrumento, não é possível. A avaliação precisa acontecer, mas é necessário agregar novas fontes e definir metas. Defendemos a prática da avaliação não de forma fragmentada e pontual. O ideal é que se tenha um sistema onde todos os elementos influenciam e sejam influenciados ao mesmo tempo”, considera.

Juliana Dias sugere que valorizar a avaliação interna das instituições é um dos caminhos para a melhoria deste processo. “Se é para avaliar a qualidade, o objetivo maior e quem mais quer qualidade, não precisa necessariamente ser o órgão regulador. Pelo contrário, tem que ser também das pessoas que estão dentro da instituição. Este é o ponto crucial para que este cenário mude. Ter em cada instituição suas avaliações internas, com processos sérios, bem definidos, com metodologias criteriosas. A busca pela qualidade tem que começar pelos atores envolvidos no processo, ou seja, toda a comunidade acadêmica”, conclui a docente.

A dissertação chamou a atenção do reitor da Unijorge, Dr. Guilherme Marback, para a importância de estudos nesta área. “É importante estudos dessa natureza porque a avaliação também deve ser avaliada por outros. É possível perceber outros olhares e oportunidades de mudança. O EAD no Brasil carece de uma identidade maior, porque como é uma modalidade diferente não pode ser vista ou adaptada do presencial. Então cada instituição busca fidelizar seus alunos, principalmente, para que eles aprendam e isso não é visto em formulários. Então, muitas vezes, quando se olham a infraestrutura, deixa de se enxergar o principal, se os alunos estão aprendendo ou não”, afirma o examinador externo.