Pesquisadores de instituições de ensino superior do Brasil e do Exterior participam até a próxima quarta-feira, 19 de setembro, do 3º Simpósio de Educação e Comunicação da Universidade Tiradentes. O evento internacional foi aberto na noite dessa segunda-feira, 17, no Campus Aracaju Farolândia, com a palestra da professora Maria João Gomes, do Departamento de Estudos Curriculares e Tecnologia Educativa da Universidade do Minho, em Portugal. A docente abordou o tema ‘EAD e a Internet 2.0: possibilidades de inclusão, colaboração e interação na construção do conhecimento‘.

Mestre e doutora em Tecnologia Educativa, Maria João Gomes ressalta a importância das tecnologias como elo entre os ambientes informais de socialização e aprendizagem dos estudantes e os formais, nas escolas e universidades. “Todo professor precisa acompanhar esse movimento que é da sociedade. As tecnologias, por si, não garantem um bom ensino, uma boa aprendizagem, mas podem tornar esse ensino mais próximo da realidade dos alunos – não esquecendo que ainda há muitas pessoas com dificuldades de acesso às tecnologias”, comenta.
Segundo a pesquisadora lusitana, mesmo com tantos aparatos tecnológicos, a qualidade do ensino precisa estar centrada nos princípios pedagógicos. “As tecnologias devem ser subordinadas a nossa abordagem e ao nosso pensamento pedagógico. Em contextos específicos, como a educação a distância, nós precisamos das tecnologias para chegar aos alunos. Mas, quanto maior for o leque de opções, em termos das potencialidades que essas tecnologias possuem, maior é também a possibilidade de optarmos por abordagens pedagógicas diversificadas, adaptadas aos nossos públicos”, diz Maria João.
O coordenador do simpósio, professor Ronaldo Nunes Linhares, desenvolve em Portugal as pesquisas do seu pós-doutorado em Comunicação. Para ele, a troca de experiências entre pesquisadores brasileiros e lusitanos é valiosa. “Com relação às tecnologias nós temos avanços em Portugal, principalmente no que diz respeito à legislação, pois há um projeto político de incentivo à utilização dessas tecnologias e no Brasil nós ainda não conseguimos atender a isso. Por outro lado, a situação do uso em sala de aula é igual. Há os professores que usam e os que não usam; os que avançaram nesse processo e desenvolvem experiências ricas e os que não avançaram ou não tiveram condições de avançar”, avalia.
Nesta edição, o tema-central é ‘Infoinclusão: possibilidade de ensinar e aprender’. A programação inclui mesas-redondas, painéis temáticos, comunicações orais e apresentações culturais. Criado pelo Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Sociedade (GECES), do Programa de Pós Graduação em Educação da Unit, o evento tem o objetivo de promover o estudo da relação Educação e Comunicação mediada por tecnologias e o impacto no processo de ensino-aprendizagem.

Para a professora Ester Fraga Vilas-Bôas, diretora de Pesquisa e Extensão da Universidade Tiradentes, o 3º Simpósio de Educação e Comunicação é uma prova de maturidade da instituição. “Esses pesquisadores de ponta não estão aqui apenas para serem ouvidos, e sim, para dialogar conosco, isso porque eles já mantêm parcerias com o corpo docente do nosso programa de pós em Educação, na realização de pesquisas”, comenta.
A Unit não só vai dialogar, como apresentar o resultado das suas iniciativas. A assessora pedagógica de Projetos Corporativos Online do Núcleo de Educação a Distância da Universidade Tiradentes, Maynara Müller, está no grupo de colaboradores do Nead que comandará a mesa-redonda sobre ‘Língua de sinais online: a experiência da Universidade Tiradentes na formação de professores a distância’. “Esse é o momento de rever a praxe docente, perceber a importância da comunicação e da tecnologia na educação, pensar mais na construção autônoma de conhecimento, em como aguçar o senso crítico e a dialogicidade do aluno”, conclui.