“O início da Qualificação de Mestrado indica que estamos encaminhados para formar os primeiros mestres em Educação que saíram de universidade particular da região Norte Nordeste do país”. A afirmação é da professora Dra. Ester Fraga Vilas-Bôas, coordenadora do Mestrado em Educação da Unit, que está satisfeita com o começo desse processo na instituição de ensino. A Banca de Qualificação de Mestrado é uma etapa que antecede a defesa desse título, na qual os mestrandos apresentam os resultados das pesquisas a uma banca examinadora composta por dois professores (um doutor da casa e um convidado de outra instituição de ensino) e o orientador.
O objetivo é avaliar o trabalho de pesquisa dos mestrandos antes da apresentação final. “É um momento histórico para o mestrado em Educação da Unit, porque nesta terça, dia 5, e quarta, 6, tivemos nossas primeiras Bancas de Qualificação. Essas duas mestrandas são da primeira turma e essas apresentações são as primeiras desde que o Mestrado em Educação iniciou as atividades em 2010”, avalia Ester Fraga. Ela se refere as duas pedagogas egressas da Unit que mostraram à banca examinadora e convidados uma prévia do que será a defesa de mestrado delas.

Na tarde desta terça, 5, foi Nicole Bertinatti quem apresentou o trabalho cujo título é ‘A Escola Dominical Presbiteriana como divulgadora de saberes e práticas pedagógicas religiosas (1909-1928)’. Na manhã desta quarta, 6, foi a vez da mestranda Priscila Silva Mazêo mostrar os resultados de sua pesquisa intitulada ‘O Missionário Robert Kally como Intelectual da Educação (1855-1876)’. Ambas são orientandas da profesora Ester Fraga Vilas-Bôas. Segundo ela, a Qualificação é um momento ímpar para corrigir detalhes e questões em relação às pesquisas que suas alunas estão desenvolvendo. “É o espaço para rever o trabalho que está em construção. A gente para nesse momento para dar uma oportunidade a fim de que o mestrando aprimore o conteúdo que será apresentado na defesa. É o momento de avaliar o referencial teórico, a ordem do que está sendo feito, indicar conceitos sobre o objeto de investigação, entre outras coisas relevantes para o trabalho”, explica Ester Fraga.
As orientandas da professora consideram esse momento positivo. “É quando todo o esforço realizado desde a graduação, como ex-aluna do curso de Pedagogia e de Iniciação Científica, ganha ou não o sinal verde para seguir adiante com a linha de pesquisa. É quando ocorre também um intercâmbio de conhecimento. Passar por uma Banca de Qualificação não só prepara o estudo como também nos qualifica”, opina Nicole Bertinatti. “A partir das considerações que foram feitas pelos examinadores, podemos aprimorar o trabalho da melhor forma possível”, afirma Priscila Mazêo, que evidencia no seu trabalho de pesquisa a importância da religião protestante para o desenvolvimento educacional do Brasil.
“São dois trabalhos de história, que trabalham com o passado. Estamos num Mestrado em Educação e tentamos compreender que fenômeno é a educação brasileira. Porque se temos uma realidade, se temos problemas e se conseguimos aprimorar alguns pontos na nossa educação, é um trabalho que foi feito ao longo do tempo. É o caso das pesquisas que Priscila e Nicole estão aprimorando para apresentar no dia da defesa, que se referem a pessoas e organizações que atuaram na educação brasileira”, comenta Ester Fraga um pouco sobre as produções científicas das futuras mestres em Educação.