Nos dias 11 e 12 maio de 2022, ocorreu o SEMINÁRIO FINAL DE AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DOS PROJETOS APROVADOS NA CHAMADA MS/CNPq/FAPITEC/SE/SES Nº 06/2018 – PPSUS/SERGIPE, com apresentação de resultados finais via plataforma Zoom. Nesta ocasião, as coordenadoras de projetos PPSUS do Programa de pós-graduação em Saúde e Ambiente (PSA_Unit) e Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) apresentaram os resultados das suas pesquisas para uma comissão composta por representantes do Ministério da Saúde, CNPq, FAPITEC, Secretaria de Saúde de Sergipe e avaliadores ad hoc.
No âmbito do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), as pesquisadoras Juliana Cordeiro Cardoso, Maria Nogueira Marques, Margarete Zanardo Gomes e Veronica de Lourdes Sierpe Jeraldo desenvolveram pesquisas interdisciplinares, visando atender peculiaridades e especificidades de questões prioritárias de saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS), desde doenças negligenciadas e saúde ambiental até novas estratégias terapêuticas para doenças e agravos à saúde humana.
O projeto coordenado pela Dra. Juliana Cordeiro Cardoso – Avaliação do efeito de membranas bioativas contendo extrato de Stryphnodendron adstringes sobre o processo de reparo cicatricial em pacientes diabéticos – mostrou resultados positivos em Unidades Básicas de Saúde (UBS). O efeito cicatrizante de membranas bioativas contendo extrato de Barbatimão em lesão em pés de pacientes diabéticos mostrou-se promissor com a diminuição da infecção e aumento na velocidade do processo de cicatrização (fechamento da ferida).
Estudo coordenado pela Dra. Margarete Zanardo Gomes – Avaliação pré-clínica do potencial terapêutico do extrato hidroetanólico da própolis vermelha de Sergipe e de seus marcadores químicos contra efeitos adversos produzido por fármaco utilizado no tratamento da doença de Parkinson – avaliou o efeito antidiscinético do extrato da própolis vermelha (EHPV). As discinesias são um conjunto de movimentos anormais involuntários debilitantes que se constituem como o principal efeito adverso do tratamento em longo prazo com a L-DOPA (padrão ouro de tratamento para a doença de Parkinson) e são tratadas na prática clínica com Amantadina. Os resultados mostraram que o tratamento por via oral com EHPV causou diminuição dos movimentos anormais involuntários induzidos por L-DOPA em roedores sob condições experimentais. Além disso, observou-se que o efeito do EHPV é semelhante ao da Amantadina com a vantagem de não interferir na melhora motora eliciada pela L-DOPA e de ser administrado em dosagens menores.
Pesquisa epidemiológica ambiental da Dra. Maria Nogueira Marques – Qualidade da água como fator de saúde em comunidades quilombolas – analisou o perfil epidemiológico das doenças veiculadas e transmitidas pela água em comunidades quilombolas de Sergipe. Além de doenças parasitárias e contaminação microbiológica em desacordo com a legislação vigente, foram encontrados desreguladores endócrinos (cafeína, bisfenol, dietilftalato, ethinilestradiol, dibutilftalato e nonilfenol) nas amostras de água analisadas. Portanto, se faz necessário o monitoramento regular desses parâmetros para garantir uma água de consumo com qualidade para a população quilombola.
O estudo da Dra. Veronica de Lourdes Sierpe Jeraldo – Avaliação e acompanhamento pós-tratamento da esquistossomose em crianças e adolescentes de 2-16 anos da área rural do município de Riachuelo/Sergipe – procedeu a avaliação da população infanto-juvenil da área rural de Sergipe com a determinação de prevalência de 24,9% de infecção esquistossomótica. O tratamento com praziquantel proporcionou uma cura parasitológica de 91%, no entanto observou-se reinfecção em 27% dos casos. Estes dados mostram a eficácia do tratamento indicado pelo Programa de Controle da Esquistossomose, mas ao mesmo tempo a necessidade de medidas auxiliares na prevenção desta endemia.